15 de Abril de 2018, 15:01
  -  Política - Brasília
Por onde andam os ex-Presidentes da República do Brasil que ainda estão vivos

José Sarney


O 31º Presidente do Brasil começou seu mandato em 15 de março de 1985, tomando posse como vice-presidente de Tancredo Neves, que havia sido eleito mas adoeceu e precisou de uma cirurgia de emergência um dia antes da posse. Sarney só assumiu o cargo oficialmente em 15 de abril.
Em 2013, ele anunciou a sua aposentadoria da vida política para se dedicar totalmente à sua carreira literária, a qual ele desenvolveu concomitantemente aos seus trabalhos como senador e presidente

 

 

Fernando Collor de Mello


O 32º presidente do Brasil assumiu o cargo em 15 de março de 1990 e, antes disso, foi prefeito de Maceió, deputado federal e governador do Alagoas. Na época, era o presidente mais jovem do Brasil, com 40 anos e o primeiro a ser eleito por voto direto após o Regime Militar.


Seu governo foi marcado pela implantação do chamado ‘Plano Collor’, que terminou em uma recessão econômica, resultou em taxas altas de desemprego e alta inflação. Além disso, uma série de denúncias de corrupção levaram ao processo de impeachment. O Senado o condenou por crime de responsabilidade em 1992 e, como efeito disso, ele perdeu seus direitos políticos por oito anos.
Em 2006, se candidatou a senador do Alagoas e ganhou. Ele ocupa esse cargo até hoje, sendo reeleito em todas as eleições nos anos subsequentes.

 

 

 

Fernando Henrique Cardoso

 


Conhecido popularmente como FHC, o cientista político assumiu a presidência do Brasil em 1995. Antes disso, foi Ministro das Relações Exteriores e Ministro da Fazenda e senador por São Paulo.

 


Durante sua atuação como Ministro da Fazenda, implantou o Plano Real, que ajudou a estabilizar a economia do país. Já ao longo de seu mandato como presidente, continuou as reformas econômicas, privatizou diversas empresas e viabilizou a Emenda Constitucional de 1997, que permitiu a reeleição a cargos executivos. Durante seu primeiro mandato, ele ficou reconhecido por cuidar pessoalmente das relações exteriores, aumentando a visibilidade do Brasil.

 


Em 1998 ele foi reeleito ao cargo de Presidente da República, sendo o primeiro a realizar o feito. Contudo, durante esse segundo mandato sua popularidade caiu em meio à crise do apagão e à desvalorização da moeda.
O político foi o primeiro civil eleito pelo voto direto que conseguiu terminar o mandato presidencial desde Juscelino Kubitschek e até aquele momento o segundo presidente brasileiro que governou por mais tempo, atrás apenas de Getúlio Vargas. Ele também foi o primeiro presidente democraticamente eleito a passar o cargo para outro igualmente eleito desde 1961.
Além da vida política, FHC tem uma extensa carreira acadêmica. É autor de obras importantes sobre a teoria do desenvolvimento econômico e social, sendo coautor de mais de 20 livros e mais de 100 artigos acadêmicos.

 


Após a presidência, ele passou a dar palestras para empresários tanto no Brasil quanto no exterior. É membro de diversas instituições e órgãos de estudo da economia. Em 2007, tornou-se membro do The Elders, grupo idealizado naquele mesmo ano por Nelson Mandela, que reúne líderes globais cujo objetivo é promover a paz e a defesa dos direitos humanos.
Atualmente, ele é presidente da Fundação Fernando Henrique Cardoso, fundada por ele em 2004, e participa de diversos conselhos consultivos em diferentes órgãos no exterior, como o Clinton Global Initiative, Universidade Brown e United Nations Foundation. Também é membro da Academia Brasileira de Letras e presidente de honra do PSDB.

 

 

 

Luiz Inácio Lula da Silva

 


O único presidente do Brasil nascido em Pernambuco, Lula assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2003, sucedendo FHC e após três participações malsucedidas em eleições. Cofundador do Partido dos Trabalhadores (PT), ele foi um dos políticos recordistas de popularidade durante o mandato.


Entre seus feitos estão os programas sociais Bolsa Família e o Fome Zero, reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) como as iniciativas que fizeram o Brasil sair do mapa da fome mundial.
No ano de 2005 seu governo enfrentou uma crise política, na qual o índice de popularidade de Lula caiu. Contudo, a partir de uma nova campanha, ele voltou a ser visto com bons olhos pela população. O político foi reeleito em 2006 e permaneceu na Presidência da República até 2011.


Após deixar a presidência, Lula iniciou sua carreira como palestrante, visitando mais de 30 países. Ele também foi colunista do jornal norte-americano The New York Times. Em 2016, foi nomeado ministro-chefe da Casa Civil.
A partir desse mesmo ano, sua vida passou a ser investigada no âmbito da Operação Lava Jato, na qual sofreu acusações de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ocultação de patrimônio.


Ele é réu em cinco ações penais, sendo que três delas são da Operação Lava Jato. Em 12 de julho de 2017, o juiz Sérgio Moro sentenciou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do Triplex do Guarujá. Essa pena foi ampliada para 12 anos e um mês. No dia 5 de abril de 2018, após rejeição de habeas corpus, foi decretada a prisão de Lula. Ele só foi preso no dia 7, quando se entregou à Polícia Federal.

 

 

Dilma Rousseff


Economista e política, ela assumiu a Presidência da República em 2011. Antes disso, foi a chefe do Ministério de Minas e Energia do governo Lula, e, posteriormente, da Casa Civil. Foi a primeira mulher a ser eleita para o mais alto cargo da política nacional.
No final de 2015 o então presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha acolheu um pedido de impeachment contra Dilma. Foi criada uma comissão especial que analisaria a requisição.


Essa comissão aprovou o pedido. Em 17 de abril de 2016 a Câmara dos Deputados, por sua vez, autorizou o Senado Federal a instaurar o processo de impeachment contra Dilma. Em maio, foi aberto o processo e ela foi afastada da presidência por até 180 dias. Em 31 de agosto de 2016, com 61 votos favoráveis e 20 contra, o Senado aprovou o impeachment e afastou a presidente do cargo.


Após deixar a presidência, Dilma se mudou para Porto Alegre e passou a ter uma vida reservada, vivendo do dinheiro da aposentadoria. Fez palestras em universidades e eventos no exterior. Participou da caravana de Lula ao longo de 2017, que até então era pré-candidato à Presidência em 2018.
Em 6 de abril de 2018, um dia depois do prazo para a prisão de Lula, ela mudou seu título eleitoral para Belo Horizonte e pretende se candidatar ao Senado Federal pelo estado de Minas Gerais.

 

 

 

Texto : Isaías Júnior Jacaré