19 de Novembro de 2020, 13:05
  -  Entretenimento - Goiânia
Com tantos candidatos a vereador em Goiânia, tem quem apele para nomes no mínimo curiosos

Quando olhamos para a lista das 1.111 pessoas que pediram registro de candidatura a vereador em Goiânia, parece que avistamos as imagens da largada da Corrida Internacional de São Silvestre, na capital paulista. Vivemos um ano tão atípico que nem o evento de rua que marca o fim de dezembro será realizado em 2020. Ficou para 11 de julho do ano que vem. É como se a pandemia da Covid-19 tivesse nos impedido de sair de 2020. Mas as eleições, com o primeiro turno adiado para 15 de novembro, nos lembram que a vida, com todas as dificuldades, continua. Infelizmente não para todos.

 

 

Até a noite de sexta-feira, 23, 156.528 brasileiros morreram vítimas da Covid-19. Apenas em Goiás, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) tirou a vida de 5.563 pessoas até o momento em que esta coluna era escrita. É neste cenário de incerteza, porque ainda não temos uma vacina com todas as fases de teste finalizadas, que os candidatos a vereador tentam fazer de tudo para atrair a atenção dos 971.221 eleitores de Goiânia, de acordo com os dados de setembro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

 

 

Há nomes conhecidos, profissionais liberais e vereadores que tentam a reeleição. Até mesmo conselheiros tutelares, líderes sindicais, comunitários e políticos que já ocuparam cargos eletivos na briga por uma vaga na Câmara de Goiânia. Nesta salada de nomes, siglas e propostas, parte dos concorrentes chama a atenção pela forma como decidiram ser identificados na urna. Não necessariamente a tática significa uma vantagem na hora de o eleitor escolher naquele único candidato que irá votar daqui 21 dias. Mas a criatividade parece não ter fim.

 

 

 

Ninguém chega aos pés de um candidato a vereador em Novo Gama, cidade do Entorno do Distrito Federal (DF), que rompeu a barreira do limite na hora da irreverência. O trabalhador da construção civil José Carlos de Lima, do Democracia Cristã (DC), se espelhou na guerra ao terror promovida pelos Estados Unidos após o atentado de 11 de setembro de 2001, que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York. Na urna, o postulante do DC não se chama José Carlos de Lima. Ele é o Bin Laden do Bem. É possível que o candidato divida opiniões. Alguns irão entender e gostar da brincadeira e outros dirão que trata-se de uma piada inadequada.

 

 

 

Alguns até tentam. Como um candidato em Goiânia que escolheu se identificar com o macho de várias espécies de abelhas. Você votaria no Zangão (Republicanos) para vereador? Esta é a aposta de Gleyton Borges Alves Rabelo. Depois de mais de sete meses de isolamento social, para aqueles que continuam a se manter em casa o máximo que podem, todos temos momentos dignos de zangão.

 

 

 

Quando a paciência dentro de casa acaba em meio à pandemia, é preciso elevar a consciência a um nível superior de paz e tranquilidade. Talvez seja esta a aposta do Buda (Rede), candidato a vereador na capital. E se faltar ar, recorra ao Carioca do Oxigênio (PT). Mas quando a desesperança bater, é hora de chamar o DJ Pica-Pau (PTC). De preferência se for Domingueiras (Avante). Se bem que, na pandemia, pouco importa o dia da semana. O jeito é ser igual ao Dudu do Povo (PSL), que invoca o Zereguidê (DEM) para combater o Steeven Coringa (Solidariedade).

 

 

 

Se você cruzar na rua com o Agnaldo Chame o Síndico (PSC), pode saber que tinha show do Ivo Mamona (PCdoB) na periferia. Com certeza o Nil Cabra Véi (PMN) estava lá com a Paty Roxinha (PV) e o Juarez Explosão (PL). E o barulho da festa incomodou a vizinhança, porque tinha set do Cleubismar Mano CDJ (DC) com apresentação artística do Alex o Palhaço (Avante). Neste calor, quem pode faturar é o Divino do Picolé (MDB), que chegou para refrescar o Paulo do Gato Pingado (PRTB), amigo do Clayton Boa Prosa (Solidariedade).

 

 

 

Logo no início da manhã, Neguim Bom Dia (Republicanos) e Helder Capacete (DC), que foram à venda do Manim do Salgado (PSD) fazer um Kilão (Podemos), decidiram encontrar o Pé de Galo (MDB) no Bené da Panificadora (Avante). Para evitar qualquer confusão, Seu Amigo Silas (Cidadania) chamou o Jeremias É Daqui (PDT) para uma conversa com o Lucimar o Gordim da Frutaria (Patriota). Viram o Marcola (PCdoB) passeando com a Marcinha F-250 (Podemos) depois de se encontrarem com o Lobinho da Noroeste (MDB) e o Koringa Kim (Avante).

 

 

 

Para saber o que aconteceu nesta história fictícia, é preciso ouvir a opinião da Mãezinha (PL), que discorda da Mulher Coité (PDT) e do Manteigão (PDT). Apaziguador que só, Antônio Irmão da Gente (PDT) pediu ajuda do Beg Grandão (PRTB) e do Nilton Cesar Mão na Mesa (PMB). Cida Agora é Que São Elas (PSOL) queria entender por que o Pacotim do Gás São Jorge (PSC) não deixou o Tizil (Avante) visitar o Waldemar Papai Noel (PSD).

 

 

 

Já era fim de ano, a decoração das festas natalinas começava a tomar conta da cidade, quando Elaine Pinturinhas (DC) encontrou Brizola (Cidadania) na casa do Baré (Podemos). Começaram a ouvir uns gritos na janela: “Viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilllllllllllaaaaaaa”. Intrigados, foram bater campainha no apartamento do Zé Tigrão (PDT). Mas era o vizinho do lado, o John John (PDT), que zoava o amigo Bacural (PSOL) depois de vencer o Goiás no Fifa antes de desafiar o Darlan Canarinho (PRTB), que tinha derrotado a Jéssica Santana Pantera Negra (PSDB) na semifinal.

 

 

 

O Terráqueo Victor Hugo (PSB) ser lembrou que a Black Pula Pula (PP) tinha viajado com o Lafuncha (PDT) para cidade do Moreira do Eixão (PRTB). Só que o Olair É Daqui (PL) esqueceu de ligar para o S.O.S. Nando Resolve (Solidariedade), que desistiu de consertar o carro do Sebastião Cara Limpa (MDB). Foi aí que Wesley Tonight (PDT) se lembrou de Serjão Esse É Bão (PDT), que fugiu com Polly Alô Goiânia (MDB) antes de chegar o João Bloqueia Tudo (PSL). Mas o que todo mundo esqueceu foi que ontem tinha festa na casa do João Fagundes “Catraquinha” (DEM).

 

 

 

Se não bastassem a pandemia, as mortes, os problemas e o isolamento social, tentar escolher um em 1.111 candidatos a vereador não parece tarefa das mais fáceis. Ao menos dá para imaginar que estamos a assistir à largada da Corrida de São Silvestre: sabemos que muitos concorrentes só vão aparecer alguns segundos nas imagens iniciais, mas que foi muito importante para eles participar daquela competição, mesmo que só pela festa.

FONTE Jornal OPÇÃO

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