09 de Outubro de 2019, 07:48
  -  Violência - Goiânia
Homem acusado de tentar matar o filho a facadas após briga no Dia dos Pais é julgado em Goiânia

Um homem de 53 anos enfrentou júri popular na terça-feira (8) pela acusação de tentar matar o filho, na época com 15 anos, a facadas, em Goiânia. O crime aconteceu em agosto de 2015, após a comemoração do Dia dos Pais em um clube. De acordo com a denúncia, uma briga em família teve início após o réu ter dado um tapa nas nádegas da enteada, por quem disse estar apaixonado.

 

 

Leomar Leite de Andrade é acusado de tentativa de homicídio. A vítima, Yuri Magalhães de Andrade, seu filho, foi ferido no abdômen e chegou a ser levado ao hospital, mas sobreviveu. O júri é presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. Tanto o Ministério Público quanto a defesa vão pedir para que o crime seja considerado como lesão corporal.

 

 

Segundo a denúncia, Leomar foi com a família para um clube para comemorar a data e lá ingeriu bebida alcoólica. Já em casa, o réu - que é viciado em cheirar thinner - sentou-se no sofá e disse para sua enteada, que também morava com ele, que era apaixonado por ela e lhe deu um tapa nas nádegas.

 

 

O irmão da jovem, que também é enteado do réu, o questionou. Leomar então pegou uma faca e o ameaçou. O rapaz correu para rua para pedir ajuda e foi seguido pelo padrasto. Fora da casa, o enteado foi atropelado por uma moto. Leomar, por sua vez, partiu para cima do motociclista. Foi quando Yuri o segurou por trás para evitar que ele atacasse o piloto.

 

Neste momento, ainda segundo a denúncia, Leomar, conscientemente, deu um golpe para trás, acertando o abdômen do filho. A vítima foi encaminhada ao hospital.

 

 

Leomar foi preso pouco mais de um mês depois, mas foi solto após sete meses e, desde então, responde ao processo em liberdade.

 

 

Lesão corporal

 

O promotor de Justiça Cassius Marcellus de Freiras Rodrigues disse que o Ministério Público vai pedir a desqualificação de tentativa de homicídio para lesão corporal.

 

 

“A tentativa de homicídio se caracteriza por ser algo praticado em razão alheia à vontade. Não foi o que aconteceu nesse caso. Se quisesse, ele poderia continuar a esfaquear a vítima, mas não o fez”, pontua.

 

 

A defensora pública Ludmila Mendonça Fernandes segue a mesma linha. Ela diz que o réu estava embriagado e não agiu intencionalmente.

 

 

“Vamos buscar a desqualificação para lesão corporal. Ele não tinha intenção, estava bêbado. Foi um acidente, agiu por reflexo”, destaca.

 

 

 

Filho defende o pai

 

Yuri foi o primeiro a depor. Apesar da facada que levou, ele classificou o caso como um acidente e defendeu o pai, dizendo que não gostaria que ele fosse condenado. “A relação entre nós dois não mudou nada. Ele não quis fazer isso, não estava lúcido nem são. Graças a Deus ele parou de beber. Convivo com ele normalmente. Foi um acidente, não quero a condenação dele”, afirma.

 
 
 

Sobre o fato, Yuri afirmou que para tentar conter o pai aplicou nele um mata leão e que nem percebeu que havia sido atingido. “Na hora eu nem senti, achei que tinha furado ele. Quando andei, senti uma coisa ruim”, lembra.

 

 

 

O jovem também salientou que sempre teve uma “relação boa” com o pai e que jamais viu ele agindo com alguma conotação sexual em relação à enteada.

 

 

Fonte:G1-GO

 
 

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